sábado, 21 de setembro de 2013

21 DE SETEMBRO - LEONARD COHEN


 
EFEMÉRIDE – Leonard Norman Cohen, escritor, compositor e cantor canadiano, nasceu em Montreal no dia 21 de Setembro de 1934. Embora seja mais conhecido pelas suas canções, que alcançaram notoriedade tanto na sua voz como nas de outros intérpretes, Cohen só começou a dedicar-se inteiramente à música depois dos 30 anos, já então era um autor consagrado de romances e de livros de poesia.
Cohen tem por origem uma família judaica de origem polaca. A sua infância foi marcada pela morte do pai, tinha ele apenas 9 anos, facto que seria determinante para o desenvolvimento de uma depressão que o acompanharia durante boa parte da vida.
Aos 17 anos, ingressou na Universidade McGill, onde formaria um trio de música country. Paralelamente, começou a escrever os primeiros poemas, inspirado por autores como García Lorca. Em 1956, publicou o seu primeiro livro de poesia, “Let Us Compare Mythologies”, seguido em 1961 por “The Spice Box of Earth”, que lhe trouxe fama internacional. Decidiu então viajar pela Europa e acabou por fixar residência na ilha grega de Hydra.
Em 1963, lançou “The Favorite Game”, o seu primeiro romance, e – em 1966 – o segundo, “Beautiful Losers”. Já consagrado como escritor, decidiu tornar-se compositor. Para isso, mudou-se para os Estados Unidos, onde conheceu a cantora Judy Collins, com quem gravou duas das suas composições (“Suzanne” e “Dress Rehearsal Rag”) no disco “In My Life” (1966). No ano seguinte, participou no Newport Folk Festival, onde chamou a atenção do produtor John Hammond, o mesmo que antes havia descoberto, entre outros, Bob Dylan. “Songs of Leonard Cohen” seria o seu primeiro disco, muito bem recebido pelo público e pela crítica.
Em Agosto de 1970, actuou no Festival da Ilha de Wight, cantando – às 4 horas da manhã – logo a seguir a Jimi Hendrix. Em 1971, lançou “Songs of Love and Hate”, um disco mais sombrio que os anteriores. No mesmo ano, o director Robert Altman, no seu filme “McCabe & Mrs. Miller”, utilizou três canções de Cohen: “Sisters of Mercy”, “Winter Lady” e “The Stranger Song”.
Publicou, em 1972, um novo livro de poemas, “The Energy of Slaves”, e – no ano seguinte – o disco ao vivo “Live Songs”. Também em 1973, por ocasião da Guerra do Yom Kipur, fez uma série de shows gratuitos para os soldados israelitas.
Em 1974, decidiu afastar-se do mundo da música, por uma confessada falta de inspiração, mas também pela sua insatisfação com as exigências do mercado. Só regressou às canções em 1977, com “Death of a Ladies' Man”. No ano seguinte, publicou um livro com o mesmo título.
Em 1979, reaproximou-se do estilo dos seus primeiros trabalhos com “Recent Songs”, cuja tournée de promoção ficou gravada no disco “Field Commander Cohen: Tour of 1979, lançado só em 2001. Após esta tournée, seguiu-se um período de reclusão, no qual se dedicou à escrita e ao estudo do budismo. Só voltaria a lançar novos trabalhos em 1984, com o disco “Various Positions” e o livro de poemas “Book of Mercy”. Ainda em 1984, escreveu uma comédia musical (“Night Magic”) que foi adaptada ao cinema e apresentada no Festival de Cannes de 1985.
Em 1988, voltou com o álbum “I'm Your Man”, aclamado por todos. Parte dessa boa recepção deve ser creditada a “Famous Blue Raincoat – The Songs of Leonard Cohen”, um disco tributo lançado por Jennifer Warnes um ano antes, que apresentou as canções de Cohen a toda uma nova geração de fãs. Paralelamente, muitos dos jovens músicos ligados ao folk e ao indie-rock da época diziam-se influenciados pelo trabalho do cantor. Lançou depois “The Future” e, em 1994, “Cohen Live”, contendo gravações de shows realizados entre os anos 1988 e 1993.
Em 1994, consolidando a sua aproximação com o budismo, passou a viver no mosteiro de Mount Baldy Zen Center, próximo de Los Angeles. Em 1996, foi ordenado monge zen e adaptou o nome Dharma de Jikan (“O silencioso”). Entretanto, em 1995, foi publicado outro disco tributo, “Tower of Songs”, dessa vez com nomes mais conhecidos, como Elton John e Bono. No mesmo ano, foi publicado o livro “Dance Me to the End of Love”, onde as suas poesias são mescladas com pinturas de Henri Matisse.
A sua experiência no mosteiro durou até 1999, ano em que voltou a morar em Los Angeles. Apesar de tudo, Cohen ainda se considera judeu, sublinhando que «não procura uma nova religião». Em 2001, lançou “Ten New Songs”, o seu primeiro disco de canções inéditas em sete anos. Em 2004, seria a vez de “Dear Heather”.
Em 1985, actuou no Pavilhão Dramático de Cascais e, em 1988, em Lisboa, no Coliseu dos Recreios, num concerto memorável de mais de três horas. Actuou em 2008, no Passeio Marítimo de Algés e, nos dois anos seguintes, no Pavilhão Atlântico, onde voltaria em 2012, no âmbito de uma digressão internacional para lançar o álbum “Old Ideas”. Leonard Cohen reside curiosamente no “bairro português” do Plateau Mont-Royal, em Montreal. Em 2011, foi o vencedor do Prémio Príncipe das Astúrias das Letras.

1 comentário:

José María Souza Costa disse...

CONVITE
Passei por aqui lendo, e, em visita ao seu blog.
Eu também tenho um, só que muito simples.
Estou lhe convidando a visitar-me, e, se possível seguirmos juntos por eles, e, com eles. Sempre gostei de escrever, expor as minhas idéias e compartilhar com as pessoas, independente da classe Social, do Credo Religioso, da Opção Sexual, ou, da Etnia.
Para mim, o que vai interessar é o nosso intercâmbio de idéias, e, de pensamentos.
Estou lá, no meu Espaço Simplório, esperando por você.
E, eu, já estou Seguindo o seu blog.
Força, Paz, Amizade e Alegria
Para você, um abraço do Brasil.
www.josemariacosta.com

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