quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

6 DE JANEIRO - AUGUSTO FRAGA

EFEMÉRIDEAugusto Fraga, cineasta português, morreu em Lisboa no dia 6 de Janeiro de 2000. Nascera na mesma cidade em 18 de Setembro de 1910.
Durante a década de 1930, ainda muito jovem, foi jornalista e crítico de cinema. Dirigiu a revista “Cinéfilo” (1938/39) e colaborou nas revistas de cinema “Imagem”, “Animatógrafo” e “Mundo Gráfico”. Nos anos 1940, foi redactor de “O Século” e do suplemento “Êxito” do “Diário de Lisboa”.
Realizou o seu primeiro documentário em 1935, “O Lançamento do Pedro Nunes”. Em 1940, colaborou com a Comissão das Festas centenárias, ao realizar “Portugal, Oito Séculos de História”. Depois de privilegiar o jornalismo durante alguns anos, voltou ao cinema em 1947, para realizar diversos interlúdios musicais (alguns com Amália Rodrigues), pequenos filmes que ilustravam canções popularizadas pela rádio. Ainda naquele ano, partiu para Espanha, onde permaneceu até finais de 1948, realizando algumas curtas-metragens e sendo também argumentista, actividade que prosseguiu na rádio na década de 1950.
Regressado a Portugal, foi intercalando a realização de documentários com longas-metragens, mas nunca ultrapassando o convencionalismo a nível dos argumentos e dos processos técnicos.
O seu primeiro filme de fundo (“Sangue Toureiro”, 1958) foi a primeira película a cores feita em Portugal. As presenças da fadista Amália Rodrigues e do toureiro Diamantino Vizeu, nos principais papéis, visavam atrair o público, mas – mesmo a nível comercial – foi um falhanço. Após vários fracassos, idealizou o mesmo estratagema, juntando dois nomes então muito populares, os cantores António Calvário e Madalena Iglésias, no filme “Uma Hora de Amor” (1964). O sucesso comercial surgiu desta vez, não propriamente pelo argumento mas pela fama dos protagonistas.
Em 1965, em plena Guerra Colonial rodou “29 Irmãos”, um dos poucos filmes a abordar o tema, embora muito ao de leve. Seguiu-se “A Voz do Sangue”, inteiramente filmado em Angola. A pouca aceitação do público e da crítica acentuar-se-ia na sua última longa-metragem, “Traição Inverosímil” (1970), adaptada do romance homónimo de Domingos Monteiro.
Após a Revolução dos Cravos em 1974, Augusto Fraga abandonou o cinema para se dedicar à co-autoria de espectáculos de revista. Alguns deles foram verdadeiros êxitos deste género teatral.

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