sábado, 11 de janeiro de 2014

11 DE JANEIRO - DOMENICO CIMAROSA



EFEMÉRIDEDomenico Cimarosa, compositor italiano, morreu em Veneza no dia 11 de Janeiro de 1801. Nascera em Aversa, em 17 de Dezembro de 1749.
Os seus pais, embora pobres, quiseram dar-lhe a melhor instrução possível. Quando se instalaram em Nápoles, enviaram-no para uma escola religiosa que dependia do Mosteiro San Severo dei Patri Conventuali. Havia ali um organista, o padre Polerano, que – sensibilizado pelos dons musicais e pela inteligência do jovem Domenico – decidiu ensinar-lhe as bases da música e da literatura italiana (antiga e moderna). Graças a ele, Cimarosa foi admitido no Conservatório de Santa Maria do Loreto, onde ficou onze anos, estudando particularmente as obras dos grandes compositores italianos e aprendendo canto, violino e composição.
Aos 23 anos, começou a carreira de compositor com a opera-buffaLe Stravaganze del Conte”, estreada em 1772 no Teatro dei Fiorentini de Nápoles. Esta obra foi seguida, no mesmo ano, por “Le Pazzie di Stelladaura e di Zoroastro”, uma farsa marcada pelo humor e pela fantasia e que alcançou grande sucesso. A sua fama começou a espalhar-se por toda a Itália. De 1784 a 1787, viveu em Florença e consagrou-se inteiramente a fazer composições para a Ópera desta cidade.
As suas obras são numerosas, sobretudo óperas (cómicas ou sérias), cantatas, composições sacras (entre as quais o belo RequiemMissa pro Defunctis”), oratórios bíblicos e mais de 80 sonatas.
Durante uma viagem a Itália, Goethe assistiu a uma representação de “L'Impresario in Angustie ”, pequena obra-prima de opera-buffa. De volta à Alemanha, o escritor alemão traduziu o libreto e fê-la representar em 1791 no Teatro de Weimar. O nome do compositor começou a ser conhecido em toda a Europa e vários soberanos desejaram atraí-lo às suas cortes. Por volta de 1788, Cimarosa foi a São Petersburgo a convite da czarina Catarina II. Ali ficou durante quatro anos, obtendo a nacionalidade austríaca e russa e desenvolvendo grande actividade.
Estima-se em cerca de setenta o número de óperas que ele compôs. Em 1792, deixou a Rússia e foi para Viena a convide de Leopoldo II. Foi na presença do imperador e de toda a corte que ele apresentou a sua obra-prima “Il matrimonio segreto”. Facto único na História da ópera, a obra foi bisada integralmente na noite de estreia a pedido do imperador. A respeito desta ópera, Verdi disse que «esta é a verdadeira comédia musical, ela tem tudo aquilo que uma ópera cómica deve ter».
Em 1793, Domenico Cimarosa voltou a Nápoles, onde as suas obras foram aclamadas. Seria necessário esperar por Rossini para reencontrar um tal sucesso.
Republicano convencido, partidário da unidade italiana, Cimarosa saudou a proclamação da efémera República pelas tropas francesas (1799) e compôs um hino patriótico para uma cerimónia durante a qual foi queimada simbolicamente a bandeira dos Bourbons. Quando da restauração da Monarquia, foi condenado a quatro meses de prisão. Graças à intervenção de admiradores influentes, a sentença foi comutada em expulsão e ele deixou Nápoles com a intenção de voltar a São Petersburgo. A sua saúde, porém, estava fortemente debilitada e acabou por morrer em Veneza de uma inflamação intestinal. Tinha apenas 51 anos. Chegou a ser aventada a hipótese de ter sido envenenado, o que foi posteriormente negado pelos médicos.

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