segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

13 DE JANEIRO - RICHARD ANTHONY



EFEMÉRIDE Richard Anthony, de seu verdadeiro nome Ricardo Btesh, cantor francês, nasceu no Cairo em 13 de Janeiro de 1938. O pai, originário da Síria, era um industrial do têxtil no Egipto e a mãe, de origem inglesa, era filha do cônsul honorário do Iraque na cidade de Alexandria.
O jovem Richard passou uma infância feliz, entre o Egipto, a Argentina e o Reino Unido, onde estudou no célebre Brighton College, e depois em França, onde ingressou no Liceu Janson-de-Sailly em Paris.
Depois de obter o bacharelato e ter começado a estudar Direito, recusou seguiu os pais numa deslocação para Milão, preferindo ficar com Michelle, uma rapariga que conhecera nos bancos do liceu e que se tornará a sua primeira esposa. Estabeleceu-se como representante comercial de frigoríficos, tocando simultaneamente saxofone em clubes de jazz.
Em 1958, influenciado pela música pop anglófona, que conhecia bem, e sendo poliglota (fala 5 línguas), decidiu adaptar este novo som a textos franceses. Adoptou entretanto o nome artístico pelo qual ficaria conhecido e gravou “You Are My Destiny” de Paul Anka e “Peggy Sue” de Buddy Holly. A editora Columbia Records deu-lhe esta oportunidade, mas os dois discos passaram despercebidos.
Teve de esperar pelo seu 3º disco de 45 rotações (“Nouvelle Vague”) para ser finalmente reconhecido. Seguiu-se uma série de outros êxitos, gravados em Paris e Londres, entre os quais o célebre “Et j'entends siffler le train“ em 1962. Nesse ano, ficou 22 semanas como nº 1 de vendas, com dois títulos: “La leçon de twist” e o já referido “Et j'entends siffler le train”.
Em 1964, adquiriu um avião privado, que será pilotado por ele próprio para as suas deslocações, fazendo-se acompanhar dos seus músicos e respectivos instrumentos. Foi o primeiro cantor a adoptar este meio de transporte para as tournées. Mais rápido e menos perigoso que a estrada, para atravessar a França a um ritmo de 300 concertos por ano, o avião permitia-lhe por outro lado juntar-se à família sempre que estava livre.
Em 1965, teve grande sucesso com “Je me suis souvent demandé”, adaptação de uma canção belga escrita em holandês. Esteve nos Tops da Argentina com “A veces me pregunto yo”.
Em 1967, adaptou o “Concerto de Aranjuez”, que será um dos seus maiores sucessos com cinco milhões de discos vendidos a nível mundial. Nesta época, ele vivia entre Marbella onde residia a sua família e Londres onde gravava nos estúdios Abbey Road, ao lado dos Beatles.
Na década de 1970, teve menos sucessos. Divorciou-se e instalou-se durante 4 anos em Saint-Paul-de-Vence. Foi nº 1 de vendas em 1974, com “Amoureux de ma femme”.
Decidiu instalar-se depois em Los Angeles com a sua nova mulher Sabine, para ser produtor e divulgador de canções francesas junto do público americano. Lançou nomeadamente “Indian Summer”, adaptação inglesa de uma canção de Joe Dassin.  
Voltou a França em 1982, durante alguns meses, mas teve problemas com a justiça por fuga aos impostos, chegando a estar preso durante três dias. No fim dos anos 1980, depois de um novo divórcio e de um grave acidente de barco, afastou-se do público. 
Em 1993, publicou na editora EMI um conjunto de 300 canções que atingiu rapidamente o “Triplo Disco de Ouro”.  Em 1996, retomou o caminho dos estúdios, para gravar várias canções, não só para França mas também para Espanha.
Publicou entretanto a sua autobiografia e, em 1998, comemorou os 40 anos de carreira no Zénith de Paris. Só reapareceu em 2006, fazendo duas tournées. No mesmo ano, foi publicada a 2ª edição da sua autobiografia, que foi um dos maiores êxitos editoriais do ano ao nível de vendas. Apareceu em programas de televisão e foi nomeado Grande Oficial da Ordem das Artes e das Letras, sendo condecorado pelo governo francês em 2011.
Em Fevereiro de 2012, deu um espectáculo que esgotou o Olympia de Paris. Ao longo da sua carreira, foi 21 vezes nº 1 de vendas em França e é um dos raros franceses a ter sido também nº 1 em países estrangeiros, com canções em língua francesa: Itália, Alemanha, Portugal, Espanha, Suíça, Bélgica, Argentina, Chile e Irão.
Com mais de 600 canções gravadas e perto de 50 milhões de discos vendidos, Richard Anthony continua a estar presente na memória dos seus admiradores. 

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