quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

15 DE JANEIRO - D. AFONSO V DE PORTUGAL



EFEMÉRIDED. Afonso V, décimo segundo rei de Portugal, nasceu em Sintra no dia 15 de Janeiro de 1432. Morreu na mesma localidade em 28 de Agosto de 1481. Foi cognominado “o Africano” em virtude das conquistas feitas no Norte de África. Filho de D. Duarte I, sucedeu-lhe em 1438, com apenas seis anos de idade. Por indicação do pai, deixada em testamento, a regência foi entregue a sua mãe, D. Leonor de Aragão, mas passaria em 1429 para o seu tio D. Pedro, Duque de Coimbra.
O País prosperou sob a sua alçada, mas o ambiente político não era o mais saudável, uma vez que D. Pedro interferia com as ambições dos nobres que constituíam, por assim dizer, pequenos reinos dentro do próprio Reino. D. Afonso, Conde de Barcelos e inimigo pessoal de D. Pedro, tornou-se o tio favorito de D. Afonso V, começando a conspirar pelo poder. Em 1442, foi nomeado primeiro Duque de Bragança. Com este título e as terras adjacentes, D. Afonso tornou-se no homem mais poderoso de Portugal e num dos mais ricos da Europa.
Em 1448, já tendo atingido a maioridade, D. Afonso V assumiu o governo, anulando os editais aprovados durante a regência. Com o apoio do tio D. Afonso, declarou D. Pedro inimigo do reino, derrotando-o na Batalha de Alfarrobeira. Concentrou-se então na expansão pelo Norte de África, onde conquistou Alcácer Ceguer (1458), Anafe (1464), Arzila (1471), Tânger e Larache. Concedeu o monopólio do comércio na Guiné a Fernão Gomes, com a condição de este explorar a costa, à média de 100 léguas por ano, o que o levaria – em 1471 – a São Jorge da Mina, onde descobriu um florescente comércio de ouro cujos lucros vieram ajudar o rei nas suas conquistas.
Com as campanhas africanas terminadas, D. Afonso V enfrentou novas batalhas, desta vez políticas, na Península Ibérica e na vizinha Castela. Em 1475, na sequência de uma crise dinástica, D. Afonso V casou com a sobrinha D. Joana de Trastâmara, assumindo pretensões ao trono de Castela, que invadiu. Depois de ser derrotado na Batalha de Toro, desistiu para sempre das suas pretensões. O Tratado, então assinado, continha cláusulas respeitantes à política de projecção externa de ambos os países, num momento em que os dois reinos competiam pelo domínio do Oceano Atlântico e das terras até então descobertas na costa africana. Portugal obteve o reconhecimento do seu domínio sobre a ilha da Madeira, o arquipélago dos Açores, o de Cabo Verde e a costa da Guiné, enquanto que Castela recebia as ilhas Canárias, renunciando a navegar ao Sul do cabo Bojador. Regulamentava também as áreas de influência e de expansão de ambas as coroas pelo Reino Oatácida de Fez, no Norte de África.
Desiludido e com sintomas de depressão, D. Afonso V retirou-se para o Convento de Varatojo em Torres Vedras e abdicou a favor do filho D. João, futuro D. João II de Portugal. Morreu em 1481, quando regressava a Sintra. Está sepultado no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha.

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