quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

8 DE JANEIRO - JUAN MARSÉ



EFEMÉRIDEJuan Marsé, de seu verdadeiro nome Juan Faneca Roca, escritor espanhol, nasceu em Barcelona no dia 8 de Janeiro de 1933. A mãe morreu durante o parto e ele foi adoptado pelo casal Marsé. Estudou até aos 13 anos, idade em que foi trabalhar como aprendiz numa oficina de joalharia.
Aos 25 anos, começou a escrever regularmente nas revistas “Ínsula” e “El Ciervo”. Ainda nesse ano, terminou o seu primeiro romance, “Encerrados con un solo juguete”, no qual já vinha a trabalhar desde os 22 anos, quando cumpria o serviço militar em Ceuta. Concorreu com esta obra a um prémio em que foi finalista, o que lhe valeu a publicação do livro.
Uma amiga incentivou-o a continuar a escrever e, em 1959, convenceu-o a enviar o conto “Nada para morir” para o Prémio Sésamo, que viria a ganhar. No ano seguinte, Juan Marsé deixou a joalharia e foi viver para Paris, onde arranjou emprego no laboratório do Instituto Pasteur. Paralelamente, começou a traduzir argumentos de filmes e a dar lições de espanhol.
Regressou a Espanha em 1962, ano em que publicou “Esta cara de la luna”. De novo a viver em Barcelona, iniciou a sua ligação ao Partido Comunista Espanhol. Três anos mais tarde, ganhou o Prémio Biblioteca Breve com o romance “Últimas tardes”. Juan Marsé, entretanto, passou a escrever também publicidade e diálogos para argumentos cinematográficos.
Em 1970, foi nomeado redactor-chefe da revista “Bocaccio”. Prosseguiu a carreira de escritor com “La oscura historia de la prima Montse” e “Si te dicen que caí”. Esta última obra foi censurada em Espanha e Marsé foi obrigado a editá-la no México, onde recebeu o Prémio Internacional de Romance.
A partir de 1974, passou a colaborar na revista “Por Favor”, para a qual elaborava retratos literários de personalidades da actualidade, desde actores a políticos e até figuras da alta sociedade. Entre 1975 e 1978, escreveu alguns textos para cinema, apenas para ganhar dinheiro. Neste último ano, ganhou o Prémio Planeta, um dos mais conceituados de Espanha, com a obra “La muchacha de las bragas de oro”. A partir de então, passou a ser um autor com grande sucesso junto do público.
Seguiu-se, em 1982, “Um dia volveré” e, em 1984, “Ronda del Guinatrdó”, ambas as obras tendo Barcelona como cenário. Dois anos depois, publicou um novo livro, desta vez de contos, intitulado “Teniente Bravo”. Em 1990, com “El amante bilingue”, ganhou o prémio Ateneo de Sevilha. Três anos mais tarde, lançou “O Feitiço de Xangai”, que venceu o Prémio da Crítica.
Em 1997, Juan Marsé foi distinguido com o Prémio Juan Rulfo da Literatura Latino-Americana e do Caribe, pelo conjunto da sua obra. Em 2000, publicou “Rabos de Lagartixa”. Vários dos seus livros estão editados em Portugal e três foram adaptados ao cinema. Em 2008, recebeu o prestigioso Prémio Cervantes.

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