quinta-feira, 16 de agosto de 2018

16 DE AGOSTO - EÇA DE QUEIROZ


EFEMÉRIDE - José Maria de Eça de Queiroz, um dos mais importantes escritores portugueses de sempre, morreu em Neuilly-sur-Seine (França) no dia 16 de Agosto de 1900. Nascera na Póvoa de Varzim em 25 de Novembro de 1845. Foi autor de romances de reconhecida importância, como “Os Maias” e “O Crime do Padre Amaro” (o primeiro é considerado, por muitos, o melhor romance realista português do século XIX.
Foi educado por uma ama e, depois, internado no Colégio da Lapa, no Porto, de onde saiu em 1861, com dezasseis anos. Estudou Direito na Universidade de Coimbra.
Em Coimbra, foi amigo de Antero de Quental e conheceu Teófilo de Braga, entre outros intelectuais. Os seus primeiros trabalhos, publicados na revista “Gazeta de Portugal”, foram depois coligidos em livro, que foi publicado postumamente com o título “Prosas Bárbaras”. Eça veraneava na Póvoa de Varzim, enquanto esteve matriculado na Universidade de Coimbra.
Em 1866, terminada a licenciatura, passou a viver em Lisboa, exercendo a advocacia e o jornalismo. Foi director do periódico “O Distrito de Évora” e colaborou em publicações periódicas como a “Renascença” (1878/1879), “A Imprensa” (1885/1891) e “Ribaltas e gambiarras” (1881). Colaborou ocasionalmente noutros jornais e revistas durante toda a vida. Fundou também a “Revista de Portugal”.
Eça de Queiroz fez uma viagem de seis semanas ao Oriente (de Outubro de 1869 a Janeiro de 1870), em companhia de D. Luís de Castro, 5º conde de Resende, irmão da sua futura esposa, Emília de Castro, tendo assistido no Egipto à inauguração do canal do Suez. Visitaram, igualmente, a Palestina. Aproveitou as notas de viagem para alguns dos seus trabalhos, o mais notável dos quais foi o “O Mistério da Estrada de Sintra”, em 1870, e “A Relíquia”, publicado em 1887. Em 1871, foi um dos participantes das chamadas Conferências do Casino.
Em 1870, ingressou na Administração Pública, sendo nomeado administrador do concelho de Leiria. Foi enquanto permaneceu nesta cidade, que Eça de Queiroz escreveu o seu primeiro romance realista, “O Crime do Padre Amaro”, publicada em 1875.
Tendo ingressado na carreira diplomática em 1873, foi nomeado cônsul de Portugal em Havana. Os anos mais produtivos da sua carreira literária foram passados em Inglaterra, entre 1874 e 1878, durante os quais exerceu o cargo em Newcastle e Bristol. Escreveu então alguns dos seus trabalhos mais importantes. Manteve a sua actividade jornalística, publicando esporadicamente no “Diário de Notícias”, em Lisboa, a rubrica “Cartas de Inglaterra”. Mais tarde, em 1888, seria nomeado cônsul em Paris. Antes, estivera em França para visitar o escritor Émile Zola. 
O seu último livro foi “A Ilustre Casa de Ramires”, sobre um fidalgo do século XIX com problemas para se reconciliar com a grandeza da sua linhagem.
Aos 40 anos, casou com Emília de Castro, tendo tido 4 filhos. Morreu, vítima de tuberculose, em Agosto de 1900, na sua casa de Neuilly-sur-Seine, perto de Paris. Teve funeral de Estado e foi sepultado no Cemitério dos Prazeres em Lisboa. Mais tarde, foi transladado para o Cemitério de Santa Cruz do Douro, em Baião.
Foi também autor da “Correspondência de Fradique Mendes” e de “A Capital”, cuja elaboração foi concluída por um filho e publicada, postumamente, em 1925. As suas obras foram traduzidas em cerca de vinte línguas.

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