quinta-feira, 2 de agosto de 2018

2 DE AGOSTO - MANUEL GONÇALVES CEREJEIRA


EFEMÉRIDE - Manuel Gonçalves Cerejeira, cardeal da Igreja Católica, décimo-quarto Patriarca de Lisboa, morreu em Lisboa no dia 2 de Agosto de 1977. Nascera em Lousado, Vila Nova de Famalicão, em 29 de Novembro de 1888.
Eleito arcebispo de Mitilene em 1928, tradicional título do principal prelado auxiliar do Patriarcado de Lisboa, foi nomeado Patriarca de Lisboa e elevado ao cardinalato em 1929, pelo Papa Pio XI.
Tinha 3 irmãos e 4 irmãs, sendo filho do primeiro matrimónio de um negociante e de uma camponesa.
Diplomado em Teologia e em Ciências Histórico-Geográficas pela Universidade de Coimbra, na respectiva Faculdade de Letras, obteve em 1919 o grau de doutor em Ciências Históricas, com a tese “Clenardo e a Sociedade Portuguesa do seu tempo”. Desse ano até 1928, foi professor na Universidade coimbrã.
Em Janeiro de 1930, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém; em Março de 1932, recebeu a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo; e em Maio de 1936, a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
Foi o Patriarca que dirigiu a Igreja Católica Portuguesa durante o Estado Novo. Era íntimo de Salazar (conheceram-se no Centro Académico de Democracia Cristã e viveram no mesmo local cerca de 11 anos). Procurou salvaguardar e restaurar a condição que o Catolicismo perdera durante o regime republicano (I República). Como tal, e para apaziguar as tensas relações entre o Estado e a Igreja, foi um dos principais apoiantes para a assinatura da Concordata com a Santa Sé em 1940.
Era apoiante do Estado Novo, fundado pelo seu amigo universitário Oliveira Salazar. Apesar dessa ligação, houve grandes tensões na defesa de cada uma das suas posições: os interesses do Estado, por parte de Salazar, e os da Igreja, por Cerejeira.
Participou nos conclaves que elegeram os Papas Pio XII (1939), João XXIII (1958) e Paulo VI (1963), bem como no Concílio Vaticano II (1962/1965).
Outro importante dado do governo deste Patriarca foi a criação do Seminário dos Olivais e da Universidade Católica Portuguesa (1967).
Em Dezembro de 1960, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
Resignou ao governo do Patriarcado em Maio de 1971, sendo substituído por D. António Ribeiro. Morre poucos anos depois e o seu corpo encontra-se no Panteão dos Patriarcas de Lisboa.
Em 1914, dirigiu - juntamente com Francisco Gomes Velloso - a revista “Lusitânia”.

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