terça-feira, 21 de abril de 2015

21 DE ABRIL - MARCEL CAMUS

EFEMÉRIDEMarcel Camus, realizador de cinema francês, nasceu em Chappes, nas Ardenas, em 21 de Abril de 1912. Morreu em Paris no dia 13 de Janeiro de 1982, tendo sido sepultado no cemitério do Père-Lachaise. Recebeu uma Palma de Ouro no Festival de Cannes (1959) e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (1960), ambos a premiarem “Orfeu Negro”, uma película de sucesso mundial. 
Estudou nas Belas-Artes e tornou-se professor de desenho. Durante a Segunda Guerra Mundial, esteve detido num campo de prisioneiros alemão. Descobriu o teatro ao fazer a montagem dos seus primeiros espectáculos, juntamente com outros detidos. Actuava sobretudo como decorador, actor e cenarista.
Depois da Libertação, um tio apresentou-o a vários cineastas. Foi então assistente ou conselheiro técnico de Luis Buñuel e de Daniel Gélin, entre outros.
Realizou a sua primeira longa-metragem em 1957, adaptando ao cinema o romance de Jean Hougron “Mort en fraude”. Este filme, que punha em causa a política francesa na Indochina, foi proibido pela censura nos territórios do ultramar francês. Por esta época, casou-se com a actriz e dançarina norte-americana Marpessa Dawn.
Em 1958, sob proposta do produtor Sacha Gordine, foi ao Brasil para fazer a adaptação cinematográfica de uma peça de teatro de Vinícius de Moraes, “Orfeu da Conseção”, que se viria a chamar “Orfeu Negro” no grande ecrã. Trata-se da transposição para as favelas do Rio de Janeiro, durante o carnaval, dos amores de Orfeu e Euridice. O filme seduziu o público e uma grande parte da crítica, sendo um êxito a nível mundial. Fez descobrir aos europeus e norte-americanos a cidade do Rio de Janeiro, o seu carnaval e a bossa nova.
Numa célebre foto dos cineastas da Nouvelle Vague, tirada nos degraus do Palácio de Cannes em 1959, Marcel Camus aparece junto de François Truffaut, Claude Chabrol, Jean-Luc Godard, Roger Vadim e Robert Hossein.
Divorciou-se pouco tempo depois, casando-se com a actriz do “Orfeu Negro” Lourdes de Oliveira.
Os filmes seguintes foram mais comerciais. Nos anos 1970, realizou vários folhetins para a televisão. Em 1976, regressou ao país que o fascinava, o Brasil, para realizar “Otalia de Bahia”, uma adaptação do romance de Jorge Amado “Os pastores da noite”.
A sua última realização, “Féminin Pluriel ”, é uma adaptação da obra literária de Benoîte e Flora Groult.

Sem comentários:

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
- Lisboa, Portugal
Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muito mais...