terça-feira, 7 de abril de 2015

7 DE ABRIL - JOSINA MACHEL

EFEMÉRIDEJosina Abiatar Muthemba Machel, guerrilheira e activista moçambicana, morreu vítima de doença em Dar es Salaam, na Tanzânia, em 7 de Abril de 1971. Nascera em Inhambane no dia 10 de Agosto de 1945. Lutou nas fileiras da FRELIMO pela independência de Moçambique. Em 1969, casou-se com Samora Machel, a quem deu um filho. Com a independência, a data da sua morte passou a ser comemorada como Dia da Mulher Moçambicana.
Aos 18 anos, Josina foi presa em Victoria Falls, na Rodésia, e posteriormente entregue à PIDE (polícia política do regime português), em Lourenço Marques (agora Maputo). Em Maio do ano seguinte à sua detenção fugiu para a Tanzânia.
Em 1967, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), que lutava pela independência do território face a Portugal, criou o Destacamento Feminino, onde Josina se filiou de imediato, abdicando para isso de uma bolsa no estrangeiro. Ainda nesse ano, foi nomeada chefe da Secção da Mulher, no Departamento de Negócios Estrangeiros. Ao longo da sua vida, defendeu sempre a igualdade de direitos entre o Homem e a Mulher.
Foi ela que impulsionou a criação de Centros Infantis, onde elementos do Destacamento Feminino tomavam conta das crianças que ficavam órfãs ou cujos pais estavam ausentes, por serem guerrilheiros.
Abordando a questão feminina e a sua participação na luta, Josina Machel escreveu: «Antes, mesmo na nossa sociedade, as mulheres tinham uma posição inferior. Hoje, na FRELIMO, a mulher tem voz e um importante papel a desempenhar. Pode exprimir as suas opiniões. Tem liberdade para dizer o que pensa. Tem os mesmos direitos e deveres que qualquer outro militante, porque é moçambicana, porque no nosso partido não há discriminação baseada no sexo».
A luta armada serviu de base para a emancipação da mulher, cuja participação e envolvimento em várias actividades era bem evidente. Pela primeira vez, foi defendido o princípio de igualdade entre homens e mulheres. A FRELIMO tinha como um dos objectivos principais garantir uma definição clara da inserção da mulher no movimento revolucionário. Altos dirigentes da FRELIMO receberam instrução militar de Josina Machel. 
A filosofia da FRELIMO permitiu às mulheres uma maior visibilidade para a sua condição, tendo influenciado as directrizes do partido, no período pós-independência. A política do governo da FRELIMO, após a libertação em 1975, trouxe significativos ganhos para o género feminino.
Na década de 1980, em sua homenagem, uma rua do bairro de Bangu, na cidade brasileira do Rio de Janeiro, foi baptizada com o seu nome. Em Maputo, a principal escola secundária, o ex Liceu Salazar, foi renomeada Escola Secundária Josina Machel.
Em 1977, o antigo Hospital Maria Pia em Luanda, Angola, foi também rebaptizado com o nome de Josina Machel, embora os dois nomes sejam usados no letreiro que identifica o edifício.

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