domingo, 1 de julho de 2018

1 DE JULHO - CLAUDE BERRI


EFEMÉRIDE - Claude Berri, de seu verdadeiro nome Claude Berel Langmann, actor, produtor, cenarista e realizador de cinema francês, nasceu em Paris no dia 1 de Julho de 1934. Morreu na mesma cidade em 12 de Janeiro de 2009.
Oriundo de uma família judia, era filho de um polaco e de uma romena, que fixaram residência na capital francesa. Trabalhou com o pai, ao mesmo tempo que seguia cursos de teatro, adoptando o apelido Berri quando se tornou actor.
Criando uma empresa de produção cinematográfica, produziu - entre outros filmes: “Tess”, de Roman Polanski, e “Astérix”, de Patrice Chéreau. Foi produtor igualmente de “Bienvenue chez les Ch'tis”, de Dany Boon, o maior sucesso francês de bilheteria, com mais de 20 milhões de espectadores.
Com “Le Poulet”, ganhou Oscar da Melhor Curta-Metragem em 1966. A sua primeira longa-metragem foi “Le Vieil Homme et L'enfant” (1966), sobre a sua vivência de criança judia sob o tecto de um idoso anti-semita, durante a guerra. Também autobiográficos, “La Première Fois” (1976), “Mazel Tov ou le mariage” (1968) e “Le pistonné” (1970), abordam a sua adolescência, o casamento e o serviço militar na Argélia.
Retomou, como tema, a França ocupada na 2ª Guerra Mundial, em “A Era de Uranus” (1990) e “Lucie Aubrac - Um Amor em Tempo de Guerra” (1997), este inspirado na autobiografia de uma resistente francesa.
Jean de Florette” e “A Vingança de Manon” (ambos de 1986 e adaptados de um filme de 1953 de Marcel Pagnol) trazem Daniel Auteuil, Yves Montand e Gérard Depardieu nos elencos. A sua versão do romance de Émile Zola, “Germinal” (1993), narra a história da luta dos mineiros de carvão.
Claude Berri foi presidente da Cinemateca Francesa, de 2003 a 2007, seguindo depois como presidente honorário.
Foi casado com Anne-Marie Rassam que, sendo maníaco-depressiva, se suicidou em 1997. Tiveram dois filhos, um dos quais também se suicidou. Em virtude destes dramas, Claude Berri sofreu então de depressão grave. De um segundo casamento, com Sylvie Gautrelet, teve um terceiro filho.
Em 11 de Janeiro de 2009, foi hospitalizado de urgência com um hematoma intracraniano, falecendo no dia seguinte, vítima de AVC.
Em 2011, os seus dois filhos venderam a sua colecção de arte contemporânea ao Qatar, por 50 milhões de euros.

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