quinta-feira, 2 de julho de 2015

2 DE JULHO - IMELDA MARCOS

EFEMÉRIDEImelda (Remedios Visitación Trinidad Romualdez) Edralín Marcos, política das Filipinas, viúva do presidente Ferdinando Marcos (1965/86), nasceu em Manila no dia 2 de Julho de 1929.
Obteve um bacharelato em Educação no St. Paul's College de Tacloban. Aos 18 anos, ganhou um concurso de beleza, chegando mais tarde a ser Miss Filipinas. Trabalhou numa empresa discográfica, onde também cantava, empregando-se depois no Banco Central das Filipinas. Seguiu cursos de Canto na Universidade de Santo Tomas e foi capa de vários magazines de Manila. Começou por essa época a frequentar igualmente os meios políticos.
Em 1953, quando se casou com o advogado e então deputado Ferdinando Marcos, doze anos mais velho do que ela, e após onze dias apenas de noivado, trocou os seus apelidos de origem espanhola por Edralín Marcos do seu marido. Ferdinando e Imelda enriqueceram e tornaram-se poderosos e famosos, até que – em 30 de Dezembro de 1965 – ele candidatou-se e ganhou a presidência das Filipinas. Desde então, Imelda passou a aproximar-se ainda mais da política e a sua imagem foi ganhando força. Há vários relatos dizendo que «Imelda estava tão próxima da administração do país, que muitas vezes era ela quem tomava as decisões e Ferdinando apenas assinava». Há também a suspeita de que Ferdinando era uma “marioneta” nas suas mãos.
Imelda levava uma vida faustosa, assim como o marido. Em 1979, numa visita a Nova Iorque, Roma e Copenhaga para compras pessoais, teriam gasto cinco milhões de dólares. Em 1983, ela teria fretado um avião privado com destino à Austrália, para ir buscar areia branca para a sua praia privativa. Ainda nos anos 1980, comprou apartamentos em Manhattan (NY) num valor superior a 100 milhões de dólares. Possuía 175 obras de arte, nomeadamente de Miguel Ângelo, Botticelli e Canaletto, que foram apreendidos quando da queda do regime.
Imelda ganhou “fama” internacional quando houve o escândalo dos sapatos. Cerca de três mil pares de sapatos seus foram descobertos nas caves da residência presidencial. Imelda passava o tempo a comprar e a gastar fortunas em pares de sapatos que nunca viria a usar e, enquanto isso, os filipinos morriam de fome e na miséria total. Além de sapatos, foram encontrados 15 casacos de vison, mais de 500 vestidos, 1 000 malas de senhora e muitas jóias, tudo comprado certamente com dinheiro público mal aplicado.
Em Fevereiro de 1986, Ferdinando saíra da presidência após uma ditadura de quase 21 anos. O casal exilou-se no Havai, onde – em Setembro de 1989 – Ferdinando veio a falecer, dezassete dias após o seu 72º aniversário. Na ocasião, Imelda tinha 60 anos de idade. Voltou às Filipinas em 1991. No ano seguinte, tentou reentrar na política. Só em 1994, porém, conseguiu assumir o cargo de deputada onde ficou até 1998. Desde então, continua presente na política e, em 2010, voltou a tornar-se deputada, sendo a mais votada no país.
Entre 2007 e 2008, enfrentou julgamento por corrupção, mas foi absolvida, «por nada ter sido provado». Hoje é uma cidadã filipina «com o registo criminal limpo».
Imelda conheceu diversos papas, entre eles Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI, tende já ido várias vezes ao Vaticano, em passeio ou para pagar promessas. Enfim, uma vida muito controversa e mal esclarecida…

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